Famílias Cearenses 1 - Araújo Lima

A genealogia e a História caminham juntas. Muitas famílias mudam e estabelecem parâmetros que modificam a vida da sociedade. O escritor Francisco Augusto de Araújo Lima lançou em 20 de novembro de 2001 o livro “Famílias Cearenses”, na Casa de Juvenal Galeno.

A obra é o resultado do estudo genealógico de 22 famílias, de origem lusa, na sua maioria, procedentes de Recife ou Salvador, através de antigas trilhas indígenas que cortavam o sertão nordestino. O cenário dessa história vai da Vila do Porto das Barcas do Aracati à Vila dos Milagres, seguindo a Ribeira do Jaguaribe e seus afluentes. As famílias vinham com o objetivo de fundar fazendas de criação extensiva de gado bovino, nas terras úmidas situadas às margens dos rios Jaguaribe, Salgado, Banabuiú, dos Porcos, da foz para as cabeceiras, o que imprimiu aspecto potâmico ao povoamento da região.

Assim surgiram as Vilas do Porto das Barcas do Aracati, a Vila do Glorioso São João do Jaguaribe, as freguesias de N. Sra. do Rosário das Russas e de N. Sra. da Expectação do Icó, Missão Velha, Jardim, Crato, Mauriti, Brejo Santo, vilas vizinhas em regiões de outros estados. Partindo de 23 genearcas, o autor estabeleceu o liame familiar ascendente e descendente dos seguintes sobrenomes: Albuquerque, Barros e Sousa, Cartaxo, Correia de Araújo, Cunha da Silva, Dantas Rothéia, Dias da Costa, Duarte Gondim, Espírito Santo, Furtado Leite, Lima Taveira, Lopes Lima, Martins de Morais, Miranda Henriques, Montes, Pachedo, Pereira da Silva, Pinto da Cruz, Quental, Rua, Tavares Benevides, Tavares Muniz.Lançamento do livro “Famílias Cearenses” .

Famílias Cearenses 2 - Bessa e Maia

O desejo de se publicar o resultado da pesquisa, sobre as famílias Bessa e Maia vem principalmente da preocupação de salvar os dados setencista da genealogia cearense. Paira uma ameaçada da perda dos documentos coevos.

Os bancos de dados particulares, obtidos por meio de trabalhos realizados com muito amor e pouca metodologia, preocupam na medida que somente quem as realizou poder alcançar um razoável aproveitamento. Caso se confirme em parte, a perda destas duas fontes, restaria aceitar o caos dos conceitos emanados pela tradição oral.

A grande valia dos livros eclesiais da Igreja Católica Apostólica e Romana, é permitir a reconstituição das famílias, dos topônimos, de usos e costumes no estilo da época.

Essas informações somadas aos trabalhos de Borges da Fonseca, Jaboatão, Soares Bulcão, Guilherme Studart, Raimundo Girão e outros ilustres estudiosos da genealogia, permitem uma visão da origem das famílias troncos, dos pater famílias, das várias regiões do Estado do Ceará.

Ao salvar estas informações e levá-las a público, se acredita despertar nas pessoas, notadamente nos jovens, o interesse pelo seu estudo, e contribuir para que a genealogia cearense, saia da lamentável pobreza porque passa, e se aproxime de um patamar no mínimo igual ao de outros estados da federação, onde evoluiu conquistando a todos, como se observa em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Inúmeras são as famílias pesquisadas. Se pretende disponibilizar as informações coligidas, mas a limitação principal é a falta de apóio para editar.

Famílias Cearenses 3 - Sobral, Iraque

Famílias Cearenses 3 – Sobral, Iraque é um trabalho realizado em dois momentos. No primeiro momento se realizam pesquisas no Ceará, principalmente na ribeira do Acaraú, em Livros Eclesiais, e em outras fontes inclusive trabalho do autor, de 1989, Soares e Araújos no Vale do Acaraú. Nesta fase se pesquisou e encontrou, os pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós, pentavós e todos os 64 casais hexavós de Ana Esteany Soares de Araújo e faltam 25 para ter todos os 128 casais heptavós. Formado este numeroso grupo familiar se partiu para a busca dos ascendentes mais remotos. Neste segundo momento, usou-se a fonte secundaria tradicional e a fonte informatizada, destaque para os preciosos dados conseguidos junto a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Mórmons.

Claro que se não pode reconstituir todos os ascendentes, mas por exemplo, Domingos de Santiago Montenegro, Bandeira de Melo, SOARES BULCÃO, família que Ana Esteany descende em linha direta e endogâmica, através de Antônio Soares Apoliano Bulcão, por via dos seus quatro filhos: dois filhos ascendentes de José Leopércio Soares e de sua mulher Maria Umbelina Soares e duas filhas, avós de Miguel Orcel de Araújo Filho, que por descender da linha feminina não fez uso do Soares. Na Germânia, Sabóia, Holanda e na Bélgica, nos idos de 1370 a 1510, os Azambuja Savoia ou Sabóia, os van Aertrickje, os van der Haegen, os van Hurtere, mesclaram-se aos SOARES BULCÃO, por via de casamentos sucessivos. Fica explicado o porquê dos olhos azuís, na família, nada de holandeses escondidos, (1654) como sugeriu o João Brígido, em momento infeliz, e sim famílias belgas, neerlandesas, saxônias e saboianas, casadas com açorianas e outras de Portugal continental.